quinta-feira, abril 16, 2015

O Nascimento da Nadinha e a Internet

Não sei se o parto em que nasci, faz hoje alguns anos, foi fácil ou difícil. Nessa época, ou se vivia ou se morria, nascíamos em casa, pelo menos na minha pequena terra natal, mas julgo que o parto em que nasci há-de ter sido ótimo, fácil e rápido, se eu já sabia que ia encontrar tanta beleza neste mundo!!!
(E, já agora, que ia encontrar tantos amigos e tão maravilhosos no Facebook.) (E nos blogues) (e na Internet) e, já agora, na realidade.

Este é o meu modo de agradecer.



segunda-feira, abril 13, 2015

Roupa, moda, "velhas" e etc...

Entrei numa loja de roupas, mais vocacionada para mulheres da meia idade e daí para cima, e fiquei a saber, por uma cliente, que as mulheres "velhas" se devem vestir com roupas escuras, discretas e não floridas ou estampadas. 
- "Já não há roupa para as velhas."
-  Ai já não há? Mas havia?!
Isto do vestuário e muito complicado. O que se usa, o que se usava, como é, como era...
Já não há roupa para "velhas", ou já não há "velhas"?

"Velhas" Com tudo o que significava essa palavra, mentalidade, roupas, atitudes...

domingo, abril 05, 2015

A tradição ainda é quase como era, no Norte

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Só falta o padre, que antigamente era indispensável e que, em dois dias, percorria todo o concelho por montes e vales, indo á casa de cada paroquiano.

A entrada das casas coloca-se alecrim e rosmaninho (a que se podem acrescentar flores), sobre os quais passa a visita Pascal designada por "Compasso".

Antigamente guardava-se estas ervas aromáticas, que se queimavam na lareira em noites de trovoada, invocando Santa Bárbara.

O mais bonito é o toque muito alegre das campaínhas da Páscoa,  anunciando a chegada do Compasso.
Coloca-se nas jarras uma flor branca, também chamada "campaínhas", que ainda não floriu este ano.


terça-feira, março 31, 2015

Ser Português, ser do mundo, etc...


José Gil, que publicou há anos um livro extremamente lúcido sobre o ser português, Portugal Hoje o Medo de Existir, deu recentemente 




dos mais variados temas, desde a política até à loucura. 

O tema da loucura é apaixonante, mas poucos ousam abordá-lo.




"É um tema que lhe interessa, o da loucura? 

Um tema fundamental, porque há uma correlação entre o pensamento e a loucura. 
Como há da alegria para a felicidade. 
Um pouco a mesma coisa. No pensamento devemos passar fronteiras de realidade. E voltar. Por vezes é difícil regressar, há quem não volte. Muitos psiquiatras heterodoxos viram existir um trauma entre certas experiências traumáticas e a descoberta. Os sonhos de Kepler, do Descartes, de Wittgenstein: após um trauma há uma pujança que pode ser fértil para a criação de um mundo que não existia. Pode existir então um trauma que seja fecundo e outro que nos transporta para o asilo. Estou convencido de que Fernando Pessoa estava constantemente em estado de trauma… 
Isso é novo. 
Sei isso. Mas existe uma correlação entre a sua louca criatividade e os traumas da sua vida pessoal. 
O tempo tem-me ensinado que todas estas coisas não podem ser ditas muito alto. 
Também a mim, Luís. O mundo tenta domesticar quem pensa o que não é o pensamento único."

Clicar abaixo para a entrevista toda


Para José Gil pensar voltou a ser uma questão de vida ou de morte

sexta-feira, março 27, 2015

Se tem nome é porque existe. Não necessariamente na realidade real



Existe uma árvore, no Oriente, chamada Narilata, ou Narilatha.
As suas flores têm o feitio de uma mulher.
Conta a história a que vários místicos se distraíram olhando para esses frutos. 

Se existem histórias míticas e míticas sobre a árvore, então é que a árvore existe. Mas não necessariamente na realidade real.

Na imagem, as bonecas parecem muito de plástico e até se veem os dedinhos dos pés. 
Mas isso não quer dizer nada. 

Se a árvore existe, seu ase que forma for que exista, é natural que existam imagens dela, incluindo fotografias. Deve até haver imagens anteriores à fotografia.

Aqui estão fotografias da Narilata









LER TAMBÉM (Em inglês sem tradução)






Por que se riem? Um já está preso, os outros ainda estão à solta



Em Portugal, as pessoas riem-se qualo deveriam irritar-se. Quando ouvem ou lêem notícias como esta:

Lista VIP tinha apenas quatro nomes: Passos, Portas, Cavaco e Núncio


Um já está preso, os outros ainda estão à solta

Cenas dos próximos capítulos: Quem faz um cesto, faz um cento

Notícias recentes informam que José Sócrates Pinto de Sousa, o preso 44 e ex-primeiro ministro de Portugal (que vergonha!), não escreveu o livro que publicou em seu nome e do qual mandou comprar uma fortuna em exemplares. Não foi ele que pagou, foi um amigo que lhe pagava a vida milionária que levava, pois a criatura, em si, nunca teve dinheiro nenhum. Segundo o que afirma.

Livro de Sócrates não foi escrito por ele


Segundo outra curiosa notícia, a esposa do tal amigo foi ter com um ex-professor do 44, para lhe pedir que o aconselhasse sobre o que fazer. O ex-professor aconselhou-o a denunciar o 44, a troco de perdões dos juízes. 
Logo é denunciado e colocado em tribunal por ter dado esses conselhos, numa história muito embrulhada.



O juíz que meteu o 44 na cadeia teve a casa assaltada, a mulher atropelada por duas vezes e o cão envenenado.

Envenenado cão do juiz Carlos Alexandre


Eu vejo uma relação entre estas notícias e uma outra: uma criatura (mulher portuguesa) dizia-se vice-reitora da Sorbonne, quando não era nada que se pareça com isso. Também o 44 dizia que fez a tese na Sorbonne. O que não aconteceu. Aliás, a tese nem foi feita por ele...


Para completar a absurda pintura, existe um clube de fãs de José Sócrates Pinto de Sousa, o preso 44, que até tem um hino. Agradecem-lhe por existir. Quanto lhes pagará o amigo da criatura, ou outra amiga qualquer?



Enfim, a única coisa boa que o José Sócrates fez pelo país foi introduzir no discurso, político e outro, a metáfora "narrativa", que implica uma mudança de perspetiva da realidade e faz muito jeito.

terça-feira, março 24, 2015

Le Chat du Rabin: o Gato do Rabino




Este filme resulta de uma banda desenhada, O Gato do Rabino .

Muito interessante, alia a animação de desenhos a uma atitude filosófica e mística judaica. 
Belos desenhos. 
Baseada no  facto deq ue o gato do rabino comeu um papagaio e portanto começou a falar e a  dizer oq ue pensava, incluindo que amava a dona, a filha do rabino.