quarta-feira, Abril 23, 2014

MÁRIO SOARES, FIGURA DE PROA DA DEMOCRACIA: O PROBLEMA DA CORRUPÇÃO EM PORTUGAL É ELA SER GENERALIZADA, ENTRE RICOS, POBRES E MISERÁVEIS.

Mário Soares é uma figura de proa da Democracia. Talvez mesmo A figura de proa da democracia portuguesa. Talvez a única figura de proa da democracia portuguesa, com consistência e coerência. 

Por isso foi muito injuriado, caluniado.


Soares era um esquerdista convicto. 

Não é santo? Não. Mas estamos a falar de religião?


VER AQUI  MÁRIO SOARES, nos 40 anos da revolução.


Soares é um nome europeu e universal. Não pactuou com a ditadura do proletariado. Não pactuou com ditadura nenhuma. Não pactuou com muita coisa.

Nós, portugueses, adoramos infernizar as pessoas que nos incomodam. Depois de mortas, contudo, venerámo-las.

O dramático, que neste caso coincide com o ridículo, é desprezarmos os vivos e adorarmos os mortos. Porque estes já não nos fazem sombra. E os vivos vão continuar a chatear-nos. A confrontrar-nos com as nossas idiossincrasias.

Com esta mesquinhez e com estas esfarrapadas desculpas, com este eliminar os bons e promover os medíocres, vamos deixar passar a Revolução Mundial. 

Vamos deixar passar tudo ao lado.

O PROBLEMA DA CORRUPÇÃO EM PORTUGAL É ELA SER GENERALIZADA, ENTRE RICOS, POBRES E MISERÁVEIS. 

segunda-feira, Abril 21, 2014

A mesma notícia sobre a Mísia, em Portugal e em Espanha

A mesma notícia sobre a Mísia, em Portugal e em Espanha.

Amigos que vivem em França afirmam que quem assiste aos espetáculos da Mísia em França, são sobretudo franceses. Outros cantam para emigrantes portugueses em França. Como o Carlos do Carmo. Mas isso não chega cá. O que chega cá é o faduncho à moda antiga. Com sardinhas assadas e vinho carrascão.






E o programa das festas em Bilbao


quinta-feira, Abril 17, 2014

Páscoas Felizes






BOA PÁSCOA

O meu querido amigo Eduardo Alves Marques (CLICAR POR CIMA DO NOME) lembrou-me dos ovos de Páscoa Fabergé. 

Para nos fazerem sonhar com navegações por mar e com as viagens por terra dos tempos antigos, em coches de esmeraldas, talvez noutra dimensão do tempo e do espaço.

Boas navegações de Páscoa. Boas Páscoas.

Ou como dizem, não sei qual a origem, "Um Natal cheio de Páscoas".

Acrescento: uma Páscoa cheia de Natais, daqueles que são quando nós queremos.

sexta-feira, Abril 11, 2014

Rosarinho Rodrigues revela um herói de La Lys









Rosarinho Rodrigues recebeu, como presente da sogra, o espólio de um tio da mesma, morto precocemente na Batalha de La Lys, com milhares de outros portugueses. *


Eduardo da Fonseca Guerreiro tinha uma forte ligação afetiva à sua mãe, o que o levou a escrever-lhe um postal enm todos os dias da sua breve vida, desde a partida de Portugal até dois dias antes da sua morte, que partilhou com cerca de sete mil portugueses. Foram todos posteriormente considerados heróis, bem como os sobreviventes, o último dos quais morreu há pouco tempo, com mais de cem anos.


É uma história bonita de amor. Filial e maternal. 
Mas é, não menos, um testemunho da época, constituído por centenas de documentos. Escrevia todos os dias um postal, alguns com imagens alusivas à guerra, feitos de propósito para a ocasião, outros não, num total de 527

Às vezes escrevia sobre a imagem, algumas vezes apenas a data, para dizer à mãe que estava vivo nessa data. Quanto os postais deixaram de ser recebidos, não foi necessária outra informação adicional. Era como se fosse um Facebook primitivo.

Quase sempre escrevia lápis, por ser difícil encontrar tinta. Devia ser tudo difícil, nesta época, mas os milagres existem e fazem-se. Às vezes. Por amor.

A Rosarinho Rodrigues continua esse milagre da comunicação por amor, selecionando, partilhando, dando a conhecer esta história, doando o espólio do combatente. Como se pode ver aqui:

Eduardo da Fonseca Guerreiro - as palavras de um combatente caído em La Lys

* A Batalha de La Lys, ou o "O Desastre de La Lys", deu-se entre 9 e 29 de abril de 1918, no vale da ribeira da La Lys, na região da Flandres, Bélgica. Nela foram mortos. Considerada a maior catástrofe militar portuguesa, depois da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.  Morreram 7.000 homens, entre soldados e oficias e foram feitos seis mil prisioneiros.

Ver também aqui: Desastre de "La Lys"
Ou no Jornal Público 
Contem-nos como foi a Primeira Guerra Mundial

P.S.: Dir-se-ia que foi para este rapaz que Fernando Pessoa escreveu o poema "O Menino de Sua mãe", 
poema que ficaria perfeitamente ilustrado com os três primeiros postais. Provavelmente inspirou-se neles.

Será que os atuais políticos ainda não conseguiram acabar de vez com a democracia? Será que devemos agradecer-lhes por isso?


A presidente da assembleia da república diz que os Capitães de Abril podem ficar bonitinhos na comemoração do 25 de abril, mas não podem falar. E se não gostam disso, o problema é deles. Deles? De quem? Nosso?

Logo a seguir, o secretário de estado da cultura afirma que a escritora que ganhou o prémio APE deveria estar grata por estar em democracia, em vez de criticar o regime.

Grata por estar em democracia? Agradecida a estes políticos? É um favor que nos fazem, o não terem ainda acabado com a democracia?

VER AQUI


Secretário de Estado da Cultura ofende escritora Alexandra Lucas Coelho

"O problema é deles", diz Assunção Esteves sobre exigência da Associação 25 de Abril

Escritora diz que o seu Portugal não é o de Cavaco Silva

quinta-feira, Abril 10, 2014

A NOSSA HERÓICA DERROTA EM LA LYS (FAZ AGORA 100 ANOS, A GUERRA DE 14-18)





Não muitos portugueses ouviram falar deste episódio trágico da nossa história recente, a batalha de La Lys, embora esta derrota portuguesa seja comparada à de Alcácer Quibir. Pelo desastre que foram as duas.

Primeira foto: Soldados portugueses feitos prisioneiros pelos alemães. "São capturados cerca de seis mil portugueses da segunda divisão e quase 100 peças de artilharia". Fotografia de Anselmo Franco

Segunda Foto: Corpo expedicionário português (CEP), ainda em Lisboa.

Para citar alguns pormenores, o corpo expedicionário português (CEP), com precisamente um ano de trincheiras sem repouso ou rendição, mal apetrechado desde a origem, esperava ser substituído, já no fim da guerra, em 1918, após a colaboração americana com os aliados. 

Os alemães decidiram atacar por saberem o estado em que se encontravam as tropas. 

Foi uma derrota esplendorosa.

Salazar, na impossibilidade de a admitir, determinou que se consideravam heróis todos os que caíram nessa "batalha". Que foi esquecida. Ao ponto de muitos portugueses ignorarem tudo sobre o assunto. 

Este episódio situa-se num período rocambolesco da nossa história, pouco após a queda da monarquia, 1910, sendo que existia uma propaganda contra esta participação, que levou muitos a desertarem. Como o meu avô, que já tinha um filho e uma esposa.
Esta é a minha pessoal colaboração, contar a história do meu (heróico) avô.


Consultar os links abaixo
Europeana 1914-1918 – untold stories & official histories of WW1 Momentos de História
Contem-nos como foi a Primeira Guerra Mundial
Lisboa de Antigamente (Fotos)

(Este assunto continua noutros posts deste blogue - clicar em baixo nos temas).

quarta-feira, Abril 09, 2014

Sorteio do Audi deteta fraudes e combate a corrupção

Agora já percebem para que serve o sorteio do Audi??? Foi a única maneira de generalizar o pedido de faturas. Considero uma ideia genial e gostava de saber quem a deu.
Só os funcionários públicos e os aposentados é que devem pagar a crise?
Por uma vez alguém acertou. Deve ter sido alguém da Troika que deu a ideia. 
Ou talvez uma empregada de limpeza, que estava a ouvir a discussão dilemática: "como detetar as fraudes nos impostos?", enquanto esperava para limpar os copos e os cinzeiros.

Herança da ditadura, os portugueses nunca fazem queixa, só protestam entre dentes e entre si em voz baixa, ou em voz alta se ninguém importante estiver a ouvir. Todos sabemos que muitos negociantes não pagam impostos e que essa é uma das razões da crise.

A brincar com o concurso dos Audis, o problema vai-se resolvendo. 
Mas são muitos os comentários, caricaturas, desenhos cómicos que se preocupam com  hipótese de um Audi sair a um pobre.

Parece que estamos no século XVII, a sortear uma carruagem puxada a oito cavalos, que pode sair a um pobre. O pobre não faria mais nada que não fosse pastorear os cavalos. E caíam os parentes na lama, aos legítimos proprietários de tais mordomias. Mas não vivemos em democracia? Os pobres não deixam de ser pobres?

Esta nossa sociedade portuguesa tem aspetos ridículos. 

Fisco detecta mais de 5000 casos de empresas e singulares que não registavam facturas

Mas fugir aos impostos não é considerado fraude. Já que ninguém faz segredo disso.


terça-feira, Abril 08, 2014

Plágio

Existe um motor de busca que deteta plágios

PLAGIUM - www.plagium.com

Descobri-o no contador de visitas deste blogue. Aparece com alguma frequência, o que significa que sou plagiada com não menos frequência.