segunda-feira, Setembro 15, 2014

Fila para a Sopa dos Pobres / Fila para os Gelados Santorini (Secs. XIX-XX)





LISBOA

Fotos expostas na Misericórdia de Lisboa, versus fotos tiradas em 14/9/2014

Maria de Lurdes Rogrigues, a tremenda Sinistra, fez mais milagres do que um santuário




Como vigarista, esta criatura teve o condão de perceber que há muitos professores vigaristas. Curou mais professores doentes, crónicos e agudos, do que a Senhora de Fátima, ao instituir que se ganha menos quando se está doente. A ingenuidade de ganharmos todos o mesmo, trabalhando ou não... 

Fez mais milagres do que um santuário porque entende os vigaristas como ninguém os entendeu antes dela. Porque é ainda pior do que eles.

Quando esta criatura era ministra da educação, nunca publiquei aqui uma su fotografia, mas sim uma destas galináceas, de que tenho vasto repertório.

Isto da pena suspensa tem alguma consequência, ou fica tudo bem? E pode voltar a ser ministra da Educação? 

domingo, Setembro 14, 2014

O rosto feio deste país! Nojento, mesmo.

Isabel Jonet, fundadora da organização "de caridade" que sustenta muitos portugueses sem recursos, tem sido muito criticada por uma esquerda cada vez mais parva, em completa auto destruição.

Uma das razões foi ter dito recentemente que há profissionais da pobreza.

A senhora também tem sido criticada, por muita gente comum, e neste caso com razão, por dar de comer a quem não tem fome.
Se calhar muitos conhecemos situações como esta: gente que ganha mil euros estende a mão à caridade. Quando a caridade é, em parte, feita por gente que ganha quatrocentos euros, ou até menos.
Eu conheço gente assim, embora muitos meditam que vivo noutro planeta.

Sim, vivo noutro planeta. Porque só preciso de usar poucas das minhas capacidades (competências?) para estar neste um pouco de tempo e para o entender.

Alguém duvida que há pobres profissionais, pedintes profissionais, etc? Sempre houve.
E em Portugal são endémicos. Embora tenham, no nosso país, características especiais : têm bons automóveis e passam ferias como o turistas.

Só em países de língua portuguesa e espanhola, porque aprender línguas também dá trabalho. 

Como esta maravilhosa família, que vivia como rica à custa da caridade

Tanto se pode dizer sobre este assunto!

E para completar, esta anedota: quando um secretário de estado foi visitar um hospital, esconderam um deficiente. Isto só no tempo de Salazar. Mas mentalidade mudou? Tinha mudado, mas voltou ao mesmo com a avaliação. Introduzida pelo esquerdista Sócrates.

VER AQUI

Para além dos profissionais da pobreza, há ainda os profissionais da doença, aqueles que nunca trabalharam com a a judia dez testados médicos falsos. Com a cooperação dos médicos.

Enfim, o sonho do "portuguesinho" é não trabalhar e viver bem, com mordomias, carros bons, etc.

O título do post é uma paráfrase deste:

Uma face feia do país retratada ao longo de 2781 páginas







sábado, Setembro 13, 2014

Morte que Mataste Lira








Morte que Mataste Lira, uma das canções preferidas da Natália Correia, que faria anos hoje. Se fizesse. Gostava dez  cantar em coro com os amigos.

Ela própria cantava muito bem o Summertime. E esta.

terça-feira, Setembro 09, 2014

Filme A Viagem dos Cem Passos: França e Índia na culinária





Até há pouco tempo, a culinária era considerada uma profissão menor, relegada para o gueto das profissões em que não era exigida uma licenciatura.

Em Portugal, pelo menos. Em França sempre foi uma arte maior, tal como a costura e outros "artesanatos"... enfim.

O que se reflete na literatura. Foi necessário o advento das mulheres escritoras, sobretudo em fins de Século XX, para que a cozinha, a comida e a culinária pudessem emprestar à literatura as impressões sensitivas: o gosto, o olfato, o tato, neste caso, das texturas...

Enfim, a literatura quase descobriu o prazer de viver. Sendo que as mulheres contribuíram muito para isso, opondo-se às elucubrações pessimistas e decadentes da poesia e da narrativa, dominadas pelos homens, até então.

E finalmente, o cinema. Há agora filmes fantásticos como este, A Viagem dos Cem Passos apelando para os prazeres da mesa.

Este filme tem todo o apelo comercial dos filmes americanos, mais a paisagem francesa, mais o requinte das especiarias indianas, muito mais antigas do que tudo isto. E ainda a referência (vaga) à problemática da direita francesa, contrária à emigração e à diferença, no oposto dos ideais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade, também difundidos pelos franceses e ao contrário do Hino, A Merselhesa, que é reacionário.



segunda-feira, Setembro 08, 2014

Produto ecológico: limpa bem, mas volta a empedrar dentro dos canos



Nos sítios de produtos biológicos, ecológicos, etc., em que se manifesta uma parte de razão e uma parte de fé, vendem produtos novos e maravilhosos, como este. Não é barato, mas dá para muito tempo. Mostram, limpando à nossa frente, que é milagroso. Sim, limpa muito bem.

E é verdade. O problema é que volta a empedrar dentro dos canos. Sim, não tem poluentes nem nada, mas só os canalizadores podem tirar as pedras que se formam entre os tubos, às vezes com grande dificuldade. Dizem eles que o pó de pedra é a pior coisa que existe.

É chato. Estes produtos não foram sujeitos aos testes do consumo... não passariam... mas os que continuam a vendê-los, nalguns casos em exclusivo, sabem de certeza o resultado. E continuam com a farsa da ecologia.

Nem nestes lugares se encontra gente de jeito??? E quem não os proíbe de participar nos eventos ecológicos? 



sexta-feira, Setembro 05, 2014

Em tempo de figos...



Foto 1: figos. Prato marca SPAL com poema de "Ode Marítima", de Fernando Pessoa




Foto 2: Figueira e nogueira com dois gaios. Existe noutro post deste blogue.



"Em tempo de figos, não há amigos" - ditado popular.
Começou o tempo dos figos. 
Nas esquinas das ruas de Campo de Ourique, aparecem, por esta altura, homens ou mulheres a vender figos de cor verde, pesando-os numa balança rudimentar, pois existem aqui muitas figueiras dessas.


Como vejo da minha janela uma carregadinha deles, aquela onde vi os gaios, fico com vontade de os provar. Peço meio quilo. Quando acho que já tem demais, digo, mas a senhora continua a encher o saco e responde:

- Depois conversamos.


Esta generosidade com os figos nem sempre existiu e bem ao contrário, como insinua o ditado popular já citado. Dado que os figos se podem secar e guardar todo o ano, constituíam uma das formas de matar a fome, em tempos de fomes que já lá vão. 


Daí estes outros ditados, do mesmo género:



Tinha um figo para dar ao meu amigo, mas vi-o, comi-o.
Uns comem os figos, a outros rebenta-lhes a boca.
Figo caído, para o senhorio; figo quedo, para mim.

E já agora, mais estes, de tipo diferente:
O figo, para ser bom, deve ter pescoço de enforcado, roupa de pobre e olho de viúva.
Ano de Figo temporão, ano de pão. (Deve ser este ano)

Acrescento aqui a palavra "Sicofanta"(de syko = figo), que tem uma origem grega interessante: como o figo era muito importante para a alimentação da Ática, era proibido vendê-los para outras terras. Sicofanta era o que denunciava os que vendiam figos. Ou o que denunciava os que roubavam  figos das figueiras sagradas. 

Eram grandes as penas para os sicofantas que dessem falsas informações, mas isso não os demovia, pois o ato em si também dava grande lucro. Daí que a palavra também possa significar pessoa caluniadora.

Enfim, é um termo erudito para significar delator, ou, usando termos menos próprios, "chibos" ou "bufos" :) Não gosta destes últimos? Então diga: sicofanta. 
Já que nunca disse...

Sobre a figueira: muitas vezes referida na Bíblia, desde a primeira vez, quando Adão e Eva, envergonhados da sua nudez, a ocultaram com as suas folhas, foi considerada árvore sagrada pelos antigos romanos, algumas eram também sagradas para os  gregos e ainda hoje é a árvore sagrada para as religiões de inspiração budista, já que foi debaixo de uma delas que o Buda obteve  iluminação, após vários dias de espera e de meditação.



Buda em meditação à sombra da figueira sagrada

quinta-feira, Setembro 04, 2014

O ISIS aqui à porta e o que faz a Europa? - Nada, é claro!


A esquerda (com a qual me identifiquei sempre, até ontem ou hoje, ou amanhã)* está a ficar tão parva, que alguns quase defendem ou pelo menos minimizam o Estado Islâmico, só para serem contra a América. Depois queixam-se do avanço da extrema direita... sobretudo em França. Porque é em França que mais se confundem os direitos com qualquer outra coisa.

Que faz a Europa para lutar contra o Estado Islâmico aqui à porta? Espera que os Estados Unidos venham de longe resolver o problema.

Entretanto, a esquerda, seja radical, seja a progressista, critica alegremente os Estados Unidos. Por se virem meter onde não são chamados. Afinal, o ISA ainda demorará um tempos  chegar lá, depois de conquistar a Europa. para quê incomodarem-se tão cedo?

É claro que é a esquerda europeia é contra  a discriminação, por exemplo, religiosa: não devemos ser contra os islâmicos. É claro que as mulheres têm o direito de usar a burka e o iquab, se lhes apetecer... 

Ai é? E eu tenho o direito de andar de calções e de cabeça destapada no Irão e na Árábia Saudita? Claro que não. Vou presa.

Sim, quando nos levantamos tarde após uma noitada, com o cabelo despenteado e sujo, sem vontade de tomar banho, dava jeito uma burka para irmos tomar o café da manhã ao café do costume.

Ganda liberdade!


VER:

Obama diz que não se deixa "intimidar" pela "barbárie" do Estado Islâmico


O que faríamos nós, portugueses, se o EI decidisse decapitar centenas de portugueses? 

Respondam-me!


(* É claro que esta esquerda, com a qual me identifiquei até hoje, não inclui o PS, partido do poder, do abuso de poder e da corrupção do poder.)