sábado, fevereiro 06, 2016

Fábrica Eletro Ceramica

 






Este prato foi feito pela Eletro Ceramica, fabrica que, a princípio, só fazia interruptores e tomadas em cerâmica, pois não os havia em plástico. Acabou por se aliar à Vista Alegre, depois de breve período em que fez loiças como esta. O desenho corresponde ao Serviço de D. João VI, produzido pela Companhia das Índias, designado por Serviço dos Pavoes.

Ver mais informações sobre a fábrica, aqui




Vitória ou derrota? Sinónimos?



É hoje consensual dizer-se que os professores conquistaram muita coisa com as suas lutas, o que agora designam por "interesse corporativo". Após uma dessas lutas, com grande greve, tivemos uma vitória tão estrondosa, que me deixou estupefacta. Nos dias que se seguiram, todos os jornais noticiaram o que chamavam a estrondosa derrota dos professores. É o que acontece agora com a estrondosa derrota / vitória do governo face a Bruxelas.


E outras bruxas. 

P.S.: como os jornalistas se encontram ao serviço do grande capital, basta folhear os semanários de hoje para fazer essa constatação, os professores foram sempre considerados miseráveis e mártires até ao governo de Sócrates e da sinistra ministra ministra. De um dia para o outro passaram a ser considerados privilegiados. 

Dito de outro modo, de derrota em derrota até a vitória final.

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Procuramos uma nova Europa

Parece-me a mim, Nadinha, que o novo governo e o novo presidente iniciam uma nova era, em que o sentido de humor volta a fazer parte das nossas vidas e da nossa política. 
Que se F... o anterior governo e sua obediência a todos os poderes, mais o múmio e sua esposa múmia. Viva a GRÉCIA E A ITÁLIA e todos os que estiverem connosco. É precisa uma nova EUROPA!

Gozemos o Carnaval

A criatura Cavaquistona, a certa altura, tirou-nos o feriado do Carnaval. Como primeiro ministro, ficou logo arrumado, para voltar mais tarde, travestido de múmia paralítica. Gozemos o Carnaval. E esta nova política, independente de bruxas, de bruxelas e etc..

sábado, janeiro 30, 2016

Minha liberdade roubada - dizem elas


Das profundezas de países como o Irão, as mulheres agitam-se por debaixo dos véus, no desejo de libertarem os seus cabelos e as suas vidas. Ê com horror que vêm um país como a Itália renunciar à sua cultura em vez de impor os direitos humanos e a liberdade.

É o que se demonstra num site do facebook, em que várias mulheres desafiam as leis iranianas mostrando publicamente o cabelo, como protesto contra o "véu" colocado nas nossas esculturas de nus e sobre a nossa cultura ocidental.

Este é um momento icónico da nossa era. Nunca mais nada vai ser como dantes, pois as imagens valem mais do que as palavras para exprimirem ideias e as imagens multiplicam-se exponencialmente para ridicularizar esta situação.

Já no passado europeu foi feita censura aos nus e muitas pinturas foram retocadas para esconder as "partes pudendas" por pintores que foram apelidados de "calcinhas" embora fossem sobretudo utilizadas imagens de parras. O mesmo para as esculturas.
A parte mais curiosa da situação é que os islâmicos no poder também são contra as parras, pois as parras são as folhas da videira e o presidente de Irão também pede que não se sirva vinho nas refeições em que esteja presente. O que levou o presidente francês a recusar almoçar com ele.

A tolerância do ocidente, nomeadamente dos europeus, para com estes intolerantes tem sido muito discutida, mas isto veio deitar achas para a fogueira. Que já estava acesa com os muitos milhares de muçulmanos que se refugiam na Europa dos extremistas muçulmanos. Sem quererem mudar de religião, ao que parece.


O site do Facebook que assim se manifesta é My Stelthy Freedom. 
Cada foto de mulher que mostra o cabelo apresenta uma mensagem sobre as esculturas italianas.

Mudar? É possível?

Diz-me a minha amiga professora:

Perguntam-me várias vezes se é verdade ou retórica os professores dizerem que aprendem com os alunos.  Vou contar dois casos: ao fazer uma aula de substituição, mandei 3 alunos para o sítio dos que se portam mal, com as consequências inerentes, um deles tinha sido muito malcriado. Semanas depois, fazendo nova substituição na mesma turma, o rapazito, com muito mau aspeto, aproveitou para me pedir desculpa, fui tão malcriado, não sei o que me deu. Um rapaz que foi meu aluno há 5 anos, terrível, tinha de o mandar para a rua todos os dias, é agora um aluno exemplar e anda sempre atrás de mim. Jura que o estou a confundir com outro, quando digo que chumbou 3 vezes no nono ano. Tudo isto se passa no corrente ano letivo.
O que aprendi? Vamos esquecer tudo o que ficou para trás, pedir desculpa e avançar.

Assinado: Nadinha

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Esconder os nus e os vinhos. Para onde vamos, Europa?




Nada de nus e nada de vinho. Será que o presidente do irão ficava tão desorientado com os nus e o vinho, que se atirava a primeira criatura que visse, homem, mulher ou bicho?

Isto quer dizer : cuidado com as feras, ou quer dizer que a cultura europeia esconde as suas melhores priduçoes para não desagradar a uma criatura atrasada? 

Pobre Europa, por onde vamos? 

Vem isto a propósito de um facto insólito: em visita de estado a Itália do presidente do Irão, foram tapadas as estátuas de nus e as refeições oficiais não tiveram vinho. Numa altura em que está toda a gente farta do extremismo islâmico... Mas os mulhoes do petróleo falaram mais alto. Ver aqui:


Imagem: escultura de Antinoo.  

sexta-feira, janeiro 22, 2016

Gato Sagrado da Birmânia



"Ao que tudo indica, o Sagrado da Birmânia descende dos gatos que eram venerados como deuses nos templos budistas da Birmânia (atual Myanmar), na Ásia, no século XV. Os sacerdotes acreditavam que os fiéis retornavam à Terra na forma de gatos. Há várias descrições da chegada dos primeiros exemplares da raça à Europa."
Esta raça de gatos está na moda no Ocidente.







sábado, janeiro 16, 2016

Pai Nosso de Clara Ferreira Alves


Pai Nosso de Clara Ferreira Alves é um livro chato. Interessante, lê-se como se fosse uma reportagem, mas ao fim de 114 páginas de reportagem, já chega. Li até essa página com algum esforço, parei e não me apetece continuar.
As reportagens nunca têm mais do que 10 páginas. E os romances não são reportagens. Nem crónicas.
É claro que o livro tem ambições internacionais. Só se for como reportagem sobre tema da atualidade, muito bem documentado. Mas talvez romanceado...

terça-feira, janeiro 12, 2016

Maria de Belém e o seu humor involuntário: - ide comer para a vossa terra

Nesta maravilhosa campanha eleitoral, são inúmeros os momentos de humor involuntário.
É o caso da ideia-chave da campanha da Maria de Belém, cujo nome é, já de si, objeto de trocadilho, a Belém quer ir para Belém, a Maria de Belém quem será, talvez a Nossa Senhora, etc...
A ideia principal da campanha e, aliás, a ideia única da campanha, essa sim, é brilhante.
Quando cá vierem chefes de Estado, como a Merkel ou o Obama, por exemplo, em vez de lhes oferecermos grandes banquetes, a presidenta irá levá-los a almoçar e jantar a lares de terceira idade. 

Em vez de grandes manjares regados com os melhores vinhos, irá oferecerl-lhes umas batatinhas cozidas com pescada congelada cozida, um compito de água da torneira, servida numa caneca de plástico e um caldinho de legumes numa malga de folha.

A Merkel e o Obama não correm o risco de fazerem segunda visita e, se passarem palavra, voltaremos a ficar orgulhosamente sós, como no tempo de Salazar.

Ouço dizer que em certas regiões do país, is autóctones comem com o prato dentro de uma gaveta, para não serem obrigados a oferecer as visitas, as quais têm o hábito de aparecer sempre a hora das refeições.

A Maria d Belém sempre é um pouco menos avarenta, mas inscreve-se nesta tradição tão portuguesa de não dar nada a ninguém.
Que vão comer para a terra deles!
- Ide comer para a vossa terra! - afirmará, com aquela vozita "esganiçada".