quinta-feira, agosto 27, 2015

São Telmo - capela de Câmara de Lobos, Ilha da Madeira









Nesta capelinha da Nossa Senhora da Conceição, em Câmara de Lobos, ilha da Madeira, podemos encontrar pinturas do artista Nicolau Ferreira. É uma pequena é muito bonita capela junto ao mar, mesmo no porto, que recolhe as devoções dos pescadores.

As cinco primeiras reproduções deste post referem-se a milagres de Sao Telmo, o santo das navegações, a que é atribuído, entre muitos outros milagres marítimos,  o chamado Fogo de Santelmo, mencionado por Camões n'Os Lusíadas, um fogo fátuo que se via por vezes nos mastros, provocado por eletricidade estática.
O nome completo é São Pedro Gonçalves Telmo, também conhecido pelo nome de "Corpo Santo".

Ver aqui
http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/5045/1/LS_S1_08_Mario%20Martins.pdf


quarta-feira, agosto 26, 2015

Madeira: Câmara de Lobos















É, talvez, a terra mais bonita da ilha da Madeira, muito cinematográfica, vista do alto, vista de lado, vista do mar... Sempre diferente e sempre bela, na mudança de perspectiva.

Os lobos aqui referidos são lobos marinhos, espécie em extinção, mas que ainda existe lá perto, numas ilhas desabitadas.

É uma terra piscatória a poucos kilometros do Funchal, em que os pescadores, em pequenos barquinhas, agora a motor, mas sem qualquer espécie de proteção, pescam peixe espada preto, não muito longe da Costa, mas em águas muito profundas.

Em Agosto há as festas do peixe espada preto, como se vê pelos engraçados enfeites numa das fotos.
Tem também uma bela capela, com magníficos quadros de pintores portugueses, que estão num outro post.

segunda-feira, agosto 03, 2015

Ilha da Madeira





Passei uma vez por aqui, oriunda dos mares e desejei ficar. Como noutros locais por onde passei.

E agora vim para ficar por aqui uns dias.

Esta ilha da Madeira faz parte das ilhas chamadas Macarronesia (Macarron quer dizer perfeito) também designadas por ilhas afortunadas.
De facto, esta ilha é muito parecida com a que conheço das Canárias. E mais simpática, sobretudo para portugueses e ainda fica mais perto.

Até há pouco tempo era muito cara, mas com os voos low-cost da Easyjet... Ainda poucos...
Os hotéis, se comparados com os portugueses, são baratos e ótimos.

Gosto das Canárias e de Cabo Verde, mas a Madeira supera tudo. Não se vê pobreza, é Portugal mas parece que estamos no estrangeiro, com tantos turistas, muitos do norte da Europa.

Passei uma vez por aqui, oriunda dos mares e desejei ficar. Como noutros locais por onde passei.

E agora vim para ficar por aqui uns dias.

Esta ilha da Madeira faz parte das ilhas chamadas Macarronesia (Macarron quer dizer perfeito) também designadas por ilhas afortunadas.
De facto, esta ilha é muito parecida com a que conheço das Canárias. E mais simpática, sobretudo para portugueses e ainda fica mais perto.

Até há pouco tempo era muito cara, mas com os voos low-cost da Easyjet... Ainda poucos...
Os hotéis, se comparados com os portugueses, são baratos e ótimos.

Gosto das Canárias e de Cabo Verde, mas a Madeira supera tudo. Não se vê pobreza, é Portugal mas parece que estamos no estrangeiro, com tantos turistas, muitos do norte da Europa.

sexta-feira, julho 31, 2015

Fazer as malas: quantas recordações...

Y




Quando faço as malas, vêm-me às vezes a memória outros momentos de malas feitas e a fazer. É quase sempre com prazer que as fazemos, mas existem momentos definitivos, em que o momento definitivo é o fechar a mala, e o anterior a este é o de ir colocando coisas, peças, as peças de que vamos precisar...

Recordo a primeira vez que saí de casa, sabendo, intuindo, que era para sempre.
Estava a fazer a mala e a chorar, pensando que, se a minha mãe fosse viva, me ajudaria a fazê-la. Já não me lembro onde tinha ido buscar esta informação. Mas não sabia o que colocar por cima, por baixo, pelos lados...
De repente, a minha avó entrou pela porta da rua, que eu não tinha deixado fechada. Por um raro momento, foi simpática e amável. Chorando também, disse:
- Sai daqui. Se a tua mãe fosse viva fazia-te a mala, assim, cabe-me a mim, que sou tua avó.

Difícil explicar por que recordo este momento tão antigo e um outro que vou contar.

Cheguei a casa de uma amiga, ou por acaso ou talvez porque me chamou, exatamente a tempo de a ajudar a fazer a mala. Ia para o hospital, para ser submetida a uma intervenção cirúrgica difícil.

Fiz-lhe a mala. Disse-lhe muitas brincadeiras para desdramatizar, ao contrário da minha avó. Afinal, eu não estava doente, eu não tinha nada de mal, apenas ia partir para sempre, como todos os seus muitos filhos tinham partido. Não era motivo para rir, era um momento solene.

Creio que, se a minha amiga ainda estivesse viva, ainda hoje me agradeceria o gesto de lhe fazer a mala rindo e brincando, como ainda hoje recordo com saudade e gratidão a minha avó e ainda a visualizo, enquanto me fazia as malas, a chorar. 

terça-feira, julho 21, 2015

Políticos

As empresas exigem resultados para promoverem os seus gestores aos lugares de topo.
O único resultado que exigimos aos nossos políticos para gerirem o nosso país é terem chegado ao topo de uma organização corrupta (partido). É serem os melhores de entre os piores.


sábado, julho 11, 2015

Minas do Pejão e Santa Bárbara






As minas do Pejão, já encerradas há muito tempo, fizeram parte da vida quotidiana de todos os habitantes de Castelo de Paiva.
Condenados à escuridão, apenas vagamente atenuada por um gasómetro, os mineiros nunca esqueciam Santa Bárbara, a sua padroeira.

Nas imagens, vê-se uma pequena capela que existiu numa das entradas da mina e a sua principal figura, a Santa Bárbara, representada com a torre de três janelas. 
Segundo as ultimas informações, parece que esta imagem se encontra agora na capela da Póvoa. Outra figura venerada era a Nossa Senhora.

É curioso que as figuras tutelares fossem femininas, apesar de ser interdita a mulheres a entrada nas minas. Por motivos de superstição. E também porque não se esperava que as mulheres tivessem a coragem necessária àquele modo de vida.

domingo, julho 05, 2015